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Quem somos nós? Quem é você? Além de eterno aprendiz.

Parece sempre um paradoxo, mas estamos sempre interessados em nos conhecer.

Como é isso? Como nós mesmos não nos conhecemos?

Não nos conhecemos porque temos sentimentos que não entendemos, sensações que não controlamos, pensamentos contraditórios ao nosso aprendizado, reações desproporcionais aos fatos e situações que não conseguimos explicar.

Não conhecemos a nós mesmos e não entendemos a vida.

A vida é cheia de movimentos, de nuances, de altos e baixos.

A nossa vida e a vida como um todo. Tem muito sofrimento, muita dor, muitas frustrações, aflições, angústias, demandas e tudo mais.

E tudo isso parece que faz parte de algo chamado aprendizado.

Na psicologia dizemos que só há crescimento com sofrimento.

Já nascemos com sofrimento, lutando pela vida, aprendendo a seguir um caminho, uma luz.

E além de todos esses aspectos do nosso eu e da vida humana. Existem os outros e os conflitos.

Desde que a humanidade existe, existem as guerras, as lutas que os homens travam pelo seu espaço, pela sua verdade, pelo poder.

O homem sempre lutando por coisas que ele acredita que são importantes como dinheiro, sucesso, carreira, status, terras e que quanto mais ele conquista, mas o torna vazio. Vazio de essência, distante da essência humana.

Não nos entendemos nem com os nossos entes mais próximos, temos dificuldade em aceitar diferenças em nossa própria família.

Temos dificuldade em lidar com o diferente.

Somos espaçosos com nossas idéias, temos dificuldade de entender que o nosso limite termina aonde começa o limite do outro.

Na primitividade acreditamos que a nossa visão é melhor do que a dos outros.

É nossa personalidade que nos faz ser o que somos e que nos leva a ter idéias fixas, cristalizadas e em geral, inconscientes de nossa essência.

E quando nos damos conta que todo isso não serviu para nada além de muito aprendizado, entendemos o que na verdade somos, apenas seres que ainda estão aprendendo a viver.

E nessa escola da vida alguns são bem atentos e tentam aprender e se esforçam para melhorar como pessoas, já outros passam o tempo criando confusão e sendo indiferentes a tudo que é ensinado, e alguns nem levam o caderno para anotar o que é importante, estão apenas de passagem.

E nesse modelo de escola, não existe certo nem errado, apenas escolhas e consequências pelas mesmas, fazendo parte do aprendizado saber usar de forma sábia o livre arbítrio.

 

Marilena Borges, Especialista em Psicologia Clínica e Consultora Organizacional, Diretora do ESEDES Espaço Elaborado para o Desenvolvimento da Essência do Ser. www.esedes.com.br, e-mail: esedes@uol.com.br
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Marilena Borges

Graduada em Psicologia com especialização em Psicologia Clínica e Mestre em Filosofia. Sócia e diretora do ESEDES.

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