Marilena Borges, Autor em Esedes http://esedes.com.br/author/marilenaborges/ Desenvolvimento Humano Fri, 12 May 2023 21:39:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 http://esedes.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-013.-Novo-Logo-AF-selo-branco-ESPESSO-32x32.png Marilena Borges, Autor em Esedes http://esedes.com.br/author/marilenaborges/ 32 32 As diferenças e semelhanças das novas mamães para as antigas http://esedes.com.br/diferencas-e-semelhancas-das-novas-mamaes-para-as-antigas/ http://esedes.com.br/diferencas-e-semelhancas-das-novas-mamaes-para-as-antigas/#respond Fri, 12 May 2023 21:27:29 +0000 http://esedes.com.br/?p=3550 Ao pensarmos na palavra entusiasmo, poderíamos falar muitas frases motivacionais como, por exemplo, entusiasmar-se é ter determinação em fazer dar certo aquilo que queremos ou planejamos.

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As mamães de hoje são resultado de uma mudança e evolução do feminino, principalmente no século passado.

Elas saíram para trabalhar, passaram a usar calças, não só saias, começaram a disputar o mercado de trabalho com os homens, inclusive passando a concorrer com eles no mesmo nível de capacidade e produtividade. Embora, infelizmente, vivenciando o preconceito dos homens serem mais bem remunerados, ainda que a entrega de resultados seja a mesma. Situação esta que já vem mudando no mundo corporativo.

Contudo, passaram a ter alguns custos com isso, por exemplo, passaram a dividir despesas e arcar com responsabilidades do mesmo porte que o masculino.

Enfim, em todo o processo de evolução existem perdas e ganhos.

Os conflitos surgiram, com eles, as divergências. A mulher já não é mais dependente do homem, já tem seu espaço e autonomia para decidir a vida e como quer vivê-la, fato este bem diferente das mamães antigas.

Obviamente, vivemos em uma geração que algumas mamães já puderam usufruir de algumas dessas mudanças citadas, porém a grande maioria viveu na dependência do marido e se encarregou dos afazeres da casa e dos cuidados dos filhos.

Elas tinham mais tempo de elaborarem aquelas receitas maravilhosas que até hoje lembramos com muito carinho. O bolo de fubá, o bolinho de chuva e a carne de panela que só aquela mãezinha sabia fazer.

Tudo isso foi substituído pela tecnologia, pela praticidade da vida moderna, aliás já existe a “Miss Daisy” no mercado  e em qualquer boa padaria podemos comprar bolos maravilhosos e tão gostosos quanto os das mamãezinhas.

E isso tudo aconteceu porque as mamães novas não querem mais ficar em casa, cuidando dos afazeres domésticos ou praticando receitas de alguma outra senhorinha simpática da televisão. Não que essas coisas não sejam boas e não foram importantes para uma determinada época da vida, é que hoje isso mudou.

 

As semelhanças com essas gerações de mães é que em qualquer época, tempo ou lugar, elas serão sempre a expressão de amor, carinho, cuidado e afeto que qualquer pessoa terá como lembrança de quando falar de mãe. Salvo exceções, as mães são o que são. Ou seja, têm a sua história, tiveram dificuldades, passam por conflitos e se questionam sobre suas ações, mas sempre pensam em fazer o que for de melhor para os seus filhos.

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Perdão por Jean Yves Leloup http://esedes.com.br/perdao-por-jean-yves-leloup/ http://esedes.com.br/perdao-por-jean-yves-leloup/#respond Tue, 26 Jul 2022 20:34:32 +0000 http://esedes.com.br/?p=3110 Ao pensarmos na palavra entusiasmo, poderíamos falar muitas frases motivacionais como, por exemplo, entusiasmar-se é ter determinação em fazer dar certo aquilo que queremos ou planejamos.

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Hoje trago o texto de um grande pensador, Jean Yves Leloup. Doutor em Psicologia, Filosofia e Teologia, escritor, conferencista, que faz um aprofundamento dos textos sagrados, assim como uma abordagem e uma reflexão extremamente ricas sobre a espiritualidade no cotidiano. 

Neste texto especificamente, ele fala do perdão:

“O perdão, quando bem compreendido, é um instrumento de cura. Frequentemente ficamos doentes porque não perdoamos e o rancor e a cólera nos corroem o fígado e os rins. A questão é como manter juntos o perdão e a justiça, (…) o olho da verdade e o olho da misericórdia.

Creio que não devemos perdoar muito rápido. É necessário, antes de perdoarmos, que expressemos o sofrimento pelo que nos foi feito e a isso chamo justiça. O sinal-da-cruz, tal como era feito nos doze primeiros séculos de nossa era, expressava bem esse sentimento. Começava-se por uma linha vertical, da testa ao peito, em seguida levava-se a mão ao ombro direito e depois ao esquerdo (atualmente faz-se o contrário), simbolizando a passagem da justiça para a misericórdia. Começando sempre pela justiça, exigindo que fosse reconhecido o mal que foi feito, o inaceitável de certas situações e de certas violências. Portanto, o pedido de justiça é essencial. Mas é essencial, também, ir além da justiça, em direção à misericórdia, em direção ao perdão, em direção ao lado que é o lado do coração.

O que é o perdão? O perdão é não aprisionar o outro nas consequências negativas de seus atos. É não nos aprisionarmos ou aprisionarmos o outro no carma. O perdão é a própria condição para que nossa vida continue a ser vivível. Se não perdoarmos uns aos outros, a vida vai se tornar impossível de ser vivida.

(…) Como fazer para que este perdão se torne algo verdadeiro? Platão dizia: “Aquele que tudo compreende, tudo perdoa”. Aquele que se conhece a si mesmo, com suas ambiguidades, pode compreender o outro em suas sombras. Portanto, inicialmente, o perdão pode ser uma questão de inteligência, de compreensão. Perdoar você significa que eu o compreendo, mas não quer dizer que (…) o que você fez é bom. Compreendo que você é um ser humano, que é capaz de me enganar como eu próprio faria se, provavelmente, estivesse nas mesmas condições.

A atitude de Cristo aos que queriam lapidar a mulher adúltera é: “Aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra”. Lembrem-se como aos poucos todos se retiram, do mais velho ao mais jovem. Nesse caso Jesus se serve da Sagrada Escritura, não para mostrar aos outros como eles são pecadores, mas para fazê-la de espelho onde eles podem ver suas fraquezas, suas falhas e compreender as dos outros, não os aprisionando nas consequências negativas de seus atos.

Além de perdoar com a cabeça é preciso perdoar com o coração e, vocês sabem, o corpo é o último que perdoa. Se alguém lhes fez mal, se lhes causou sofrimento, vocês podem tê-lo perdoado com a “cabeça”, tê-lo compreendido com o coração, pensar que o passado passou. Entretanto, quando essa pessoa se aproxima, seu corpo se crispa e se enrijece mostrando bem que ele ainda não perdoou, que muitas memórias estão ainda bem guardadas.

Creio que é verdadeiramente uma graça quando nos encontramos perto de alguém que nos tenha feito mal e sentimos nosso corpo calmo, nosso coração límpido. Podemos dizer que, verdadeiramente, estamos curados. Por isso, creio que o perdão é uma prática de cura.”

 

Marilena Borges, Especialista em Psicologia Clinica e Consultora Organizacional, e-mail: esedes@uol.com.br

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Prazer e satisfação no trabalho é e sempre será um dos grandes motivos de felicidade na vida humana http://esedes.com.br/prazer-e-satisfacao-no-trabalho/ http://esedes.com.br/prazer-e-satisfacao-no-trabalho/#respond Tue, 19 Jul 2022 12:26:43 +0000 http://esedes.com.br/?p=3093 Ao pensarmos na palavra entusiasmo, poderíamos falar muitas frases motivacionais como, por exemplo, entusiasmar-se é ter determinação em fazer dar certo aquilo que queremos ou planejamos.

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Existem muitas coisas na vida que nos trazem felicidade:  a família, uma boa relação afetiva, amizade, um trabalho filantrópico. Mas, só uma parte do nosso tempo estamos envolvidos com essas situações prazerosas. 

Na verdade, na maior parte do nosso tempo estamos trabalhando, executando atividades sejam elas por sobrevivência, porque é nossa responsabilidade ou missão na vida, enfim, todos nós temos bons motivos para trabalhar.

A grande questão é que por ser um local que passamos a maior parte do dia, ou melhor, se o trabalho é a atividade que mais executamos na vida, é onde passamos a maior parte da nossa vida. Sendo assim, trabalho está relacionado a bem estar, satisfação e prazer.

É perceptivo quando uma pessoa não tem prazer e satisfação no trabalho, o quanto ela canaliza e foca essa necessidade para outras áreas da vida, porém, de forma a colocar toda a expectativa nessas áreas, como por exemplo, o relacionamento,  comida, ou em atividades altruístas.

Se o foco vai para o relacionamento, seu companheiro ou companheira passa a sofrer todo o tipo de pressão para corresponder a expectativa ou melhor, a necessidade de prazer e satisfação. E o que tenta dar nunca é suficiente para o outro, também, pudera, é como se tivesse que dar prazer dobrado para seu par.

Se a pessoa não tem um relacionamento, pode substituir essa necessidade de satisfação e prazer na comida, que por si só, já é um prazer, mas jamais pode ser o substituto de felicidade.

Ou seja, necessidades devem ser supridas pelo que são, se temos fome, comemos, se temos sede, bebemos, se temos necessidade de companhia, procuramos nossos amigos. Se desejamos nos sentir úteis e inseridos no mundo social, devemos ter um trabalho e nos sentirmos satisfeitos tendo prazer em realizar algo produtivo para nós e para o mundo.

Quando voce tem prazer no que faz, no seu trabalho, se consegue ter uma realização pessoal, como conseqüência também terá realização financeira, mas se voce não faz nada motivador e prazeroso, significa que voce não vai ganhar muito dinheiro com isso. A pergunta é:

O que voce vai ser quando crescer?

Marilena Borges, Especialista em Psicologia Clinica e Consultora Organizaciona. Sócia diretora do ESEDES. Visite nosso site: www.esedes.com.br. E-mail: esedes@uol.com.br

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Para que tudo isso? http://esedes.com.br/para-que-tudo-isso/ http://esedes.com.br/para-que-tudo-isso/#respond Tue, 12 Jul 2022 20:15:55 +0000 http://esedes.com.br/?p=3080 Ao pensarmos na palavra entusiasmo, poderíamos falar muitas frases motivacionais como, por exemplo, entusiasmar-se é ter determinação em fazer dar certo aquilo que queremos ou planejamos.

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Você já se fez essa pergunta?  Passamos a totalidade dos nossos dias fazendo coisas, indo para lugares, resolvendo problemas, enfrentando dificuldades, confrontando com desentendimentos e nos deparando com a falta de comunicação. 

Não vivemos o dia, a semana, o mês, apenas passamos por esses períodos.  O tempo nos consome, a vida nos leva, quando percebemos dias e dias se passam e parece que metade do que precisávamos fazer ficou para trás. E o pior, na maioria das vezes, o que ficou sem fazer, uma conversa, uma ligação, um acordo, acaba por ser esquecido pelo tempo, e o que parecia ser tão importante deixa de ser.

Em um dos programas de gestão de tempo que trabalhamos nas empresas, ensinamos as pessoas a resolver o que é urgente, algum tipo de crise ou situação pontual que necessita de uma solução rápida. Orientamos a delegar ou dividir com outras pessoas as ações corriqueiras ou burocráticas que não necessariamente, nós, precisamos fazer ou resolver. E descartar demandas, chamados,  que só nos tiram a atenção e não agregam valor, exemplo, e-mails, spams, enfim, tudo que não é urgente, nem importante.

O que realmente deveríamos dar foco e direcionar mais tempo, seriam as ações que quase nunca fazemos, como por exemplo, o cuidado com o outro, uma palavra para um filho, uma conversa com um irmão, algumas horas com os pais, um telefonema de conforto para quem precisa. 

Gastamos tempo demais correndo atrás de conseguirmos mais coisas que ao final nem temos tempo de usufruir de tantas conquistas com um preço tão alto.

O tempo deveria ser um norteador das nossas atividades, mas como não sabemos utiliza-lo adequadamente, este passa a ser nosso inimigo. Pois, colocamos nas horas do dia que simbolizam nosso tempo, mais atividades do que podemos fazer. E passamos o tempo todo a repetir que não temos tempo. E não temos mesmo.

Não temos tempo de relaxar, de sentir, de respirar, de comer. Vivemos ansiosos, não tempos tempo de viver. E a pergunta é: Para que tudo isso? Para onde estamos indo? Porque corremos tanto? 

 

Marilena Borges, Especialista em Psicologia Clinica e Consultora Organizacional

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Desenvolvimento da Personalidade segundo o Eneagrama http://esedes.com.br/personalidade-segundo-o-eneagrama/ http://esedes.com.br/personalidade-segundo-o-eneagrama/#respond Thu, 07 Jul 2022 10:00:21 +0000 http://esedes.com.br/?p=2861 Ao pensarmos na palavra entusiasmo, poderíamos falar muitas frases motivacionais como, por exemplo, entusiasmar-se é ter determinação em fazer dar certo aquilo que queremos ou planejamos.

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Nascemos com uma predisposição inata para sermos o que somos. Isso é fato. Isso é arquetípico. O que iremos desenvolver na vida, ou que deveríamos desenvolver, tem a ver com a nossa missão e com evolução.

Como diz Jung,

“o processo de desenvolvimento da personalidade rumo à consciência plena de todos os seus aspectos é denominado individuação. A meta da individuação é atingir a experiência profunda de que todos os níveis da psique são um mesmo todo, pleno de potencialidades. E, desse modo, o indivíduo pode se perceber dentro da sua verdadeira natureza, ou seja, indivisível, completo, total e repleto de possibilidades de realização.”1

Como dizem Russ Hudson e Don Riso, no livro “A Sabedoria do Eneagrama”,

“O Eneagrama nos permite ir em frente porque parte de onde nós realmente estamos. Da mesma forma que nos revela os píncaros espirituais que somos capazes de atingir, ele lança luz clara e imparcial sobre os aspectos sombrios e intransponíveis de nossa vida. Se quisermos viver como seres espirituais no mundo material, devemos saber de antemão que essas são as áreas que mais precisamos explorar.”2

Como diz Helen Palmer,

“O Eneagrama da personalidade é um mapa de como o ego ou personalidade funciona em seu conjunto. Por isso, embora cada qual nasça mais sensível a uma determinada Idéia Divina e, portanto, predisposto a um determinado tipo do Eneagrama, cada qual também contém os nove tipos. É por isso também que a maioria das pessoas é capaz de compreender imediatamente a dinâmica de todos os tipos e entabular relação com todos. Todos os tipos, portanto, estão presentes dentro de nós, mas um deles é mais forte; e a ilusão acerca da natureza da realidade que corresponde a esse tipo mais forte constitui o âmago da nossa estrutura.” 3

Passamos a interpretar a vida, os acontecimentos, nossos pais, sob o prisma dessa visão subjetiva. Tudo acontece ao mesmo tempo.

Passamos a identificar nosso corpo, que temos uma vida, essa vida tem necessidades, sensações físicas e necessida- des corporais de cuidados, que se transformam em percepções, e, gradativamente, em sentimentos (instintos). E, a partir daí, passamos a julgar e a interpretar, cognitivamente, tudo o que nos acontece (fixação). O que gera em nós reações emocionais (paixão). E, para minimizar o impacto de tudo isso, minimizando nossa dificuldade de adaptação ao mundo, cada um de nós se aperfeiçoa em alguma estratégia básica de sobrevivência (mecanismo de defesa), e, assim, nos tornamos o que somos (um ego).

E, assim, desenvolvemos uma personalidade, o que no Eneagrama chamamos de tipo.

Referências:

  1. JUNG, Carl G. Os arquétipos e o inconsciente coletivo. pág. 269.

  2. RISO, Don Richard; HUDSON, Russ. A sabedoria do eneagrama: guia completo para o crescimento psicológico e espiritual dos nove tipos de personalidade. São Paulo: Cultrix, 1999.

  3. PALMER, Helen. O eneagrama: compreendendo-se a si mesmo e aos outros em sua vida. São Paulo: Paulinas, 1993. pág. 39.


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Fugindo da realidade http://esedes.com.br/fugindo-da-realidade/ http://esedes.com.br/fugindo-da-realidade/#respond Tue, 05 Jul 2022 18:41:11 +0000 http://esedes.com.br/?p=3049 Ao pensarmos na palavra entusiasmo, poderíamos falar muitas frases motivacionais como, por exemplo, entusiasmar-se é ter determinação em fazer dar certo aquilo que queremos ou planejamos.

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Não existe nada mais triste quando me deparo  com a situação de um jovem adolescente totalmente dependente de uma droga. 

Quando isso acontece, um cenário escuro, sem brilho e sem futuro aparece, como também surge o medo de que a adolescência passe a ser uma fase de tormentas e dificuldades para o próprio e para todos os que o cercam.

A droga, é um problema, mas acredito que o mais difícil é entender e descobrir porque o jovem adolescente de boa família, que recebe bons cuidados e estuda em ótimas escolas, viaja e tem lazer, escolhe fugir dessa realidade para uma outra que em um primeiro plano parece uma brincadeira, mas passos a frente se torna um verdadeiro inimigo.

Trabalhando com jovens adolescentes há muito tempo, buscando entender seus propósitos ao se entregar para uma substância que provoca um estado alterado de consciência ou até alucinações, percebo que a busca é mais profunda.

Observando os adolescentes e ajudando-os no caminho de volta, percebo que existe a necessidade de preencher um tipo de vazio.

As fantasias adolescentes

No lugar, eles colocam através da fuga da realidade, fantasias, algumas até parecem infantis, como as que temos quando crianças, como sentir-se poderoso, amado, olhado, acolhido.

Na fantasia do adolescente, sua timidez e medo tornam-se coragem, o receio de se expor deixa de existir e surge um personagem alegre, seguro e auto confiante.

Na fantasia, o vazio é preenchido por amor, aceitação e outros sentimentos importantes para nossa sobrevivência emocional.

São momentos de paz, alegria e plenitude, mas que dura algum tempo e depois,  o jovem adolescente  emerge para a realidade e ao comparar  a  sensação anterior  com sua vida real,  a percepção do adolescente é que tudo é difícil e ruim, sendo assim, sente que sua única alternativa é voltar para aquele estado de fantasia, fugindo assim da realidade.

Isso torna-se um circulo vicioso. E um dia,  as fantasias que na verdade, são produzidas em nosso inconsciente e surgem em estados alterados de consciências ficam apagadas ou não provocam mais os sentimentos de alegria e prazer.

Esse é um momento crucial, existem duas possibilidades,  o adolescente para e entende que a realidade pode ser transformada e portanto, ser melhor.

Ou ele busca outro tipo de droga para continuar a fugir da realidade.

Não acredito que o problema seja só da família, pois todos nós já nascemos com algum tipo de predisposição e uma leitura a priori do mundo, mas acho que os pais devem procurar estar perto dos seus filhos conhecendo-os para ajudá-los e fazendo-os viver  e valorizar a realidade com  humildade, respeito e amor pela vida.

Marilena Borges
Especialista em Psicologia clinica e Consultora Organizacional.

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Eneagrama: Centro Mental e a Nossa Habilidade de Pensar, Analisar e Raciocinar http://esedes.com.br/eneagrama-centro-mental/ http://esedes.com.br/eneagrama-centro-mental/#respond Thu, 30 Jun 2022 10:00:48 +0000 http://esedes.com.br/?p=2873 Ao pensarmos na palavra entusiasmo, poderíamos falar muitas frases motivacionais como, por exemplo, entusiasmar-se é ter determinação em fazer dar certo aquilo que queremos ou planejamos.

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Este centro tem, basicamente, como fonte principal a compreensão racional que proporciona a orientação interior e o direcionamento para compreender e dar um significado lógico às coisas, situações e pessoas.

É como uma percepção a priori, que traz a avaliação do que se apresenta em determinado momento, fazendo com que surja a resolução.

Tipos 5, 6 e 7

Todos os tipos têm problemas com este centro, acabam tendo suas mentes cheias de perguntas que querem respostas, e pensamentos que se desdobram em inquietudes, provocando estados emocionais como insegurança e ansiedade, mas os tipos desta tríade mental têm mais dificuldade para acessar a natureza calma e equilibrada da mente.

As pessoas dos tipos 5, 6 e 7 não conseguem acalmar suas mentes. Paradoxalmente a toda a habilidade de orientação interior, de ter a mente tranquila para sentir um profundo apoio que advém da confiança que gera certeza para atuar no mundo, vem uma sensação de desorientação interior, que as faz ficarem bloqueadas, e até paralisadas, de medo.

E cada um reage a esse medo de maneiras diferentes.

Quer saber mais sobre o centro emocional do eneagrama? Confira nesse artigo!

E para saber mais sobre o centro físico do eneagrama, acesse esse material!

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Quem somos nós? Quem é você? Além de eterno aprendiz. http://esedes.com.br/quem-somos-nos-quem-e-voce/ http://esedes.com.br/quem-somos-nos-quem-e-voce/#respond Tue, 28 Jun 2022 18:28:34 +0000 http://esedes.com.br/?p=2937 Ao pensarmos na palavra entusiasmo, poderíamos falar muitas frases motivacionais como, por exemplo, entusiasmar-se é ter determinação em fazer dar certo aquilo que queremos ou planejamos.

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Parece sempre um paradoxo, mas estamos sempre interessados em nos conhecer.

Como é isso? Como nós mesmos não nos conhecemos?

Não nos conhecemos porque temos sentimentos que não entendemos, sensações que não controlamos, pensamentos contraditórios ao nosso aprendizado, reações desproporcionais aos fatos e situações que não conseguimos explicar.

Não conhecemos a nós mesmos e não entendemos a vida.

A vida é cheia de movimentos, de nuances, de altos e baixos.

A nossa vida e a vida como um todo. Tem muito sofrimento, muita dor, muitas frustrações, aflições, angústias, demandas e tudo mais.

E tudo isso parece que faz parte de algo chamado aprendizado.

Na psicologia dizemos que só há crescimento com sofrimento.

Já nascemos com sofrimento, lutando pela vida, aprendendo a seguir um caminho, uma luz.

E além de todos esses aspectos do nosso eu e da vida humana. Existem os outros e os conflitos.

Desde que a humanidade existe, existem as guerras, as lutas que os homens travam pelo seu espaço, pela sua verdade, pelo poder.

O homem sempre lutando por coisas que ele acredita que são importantes como dinheiro, sucesso, carreira, status, terras e que quanto mais ele conquista, mas o torna vazio. Vazio de essência, distante da essência humana.

Não nos entendemos nem com os nossos entes mais próximos, temos dificuldade em aceitar diferenças em nossa própria família.

Temos dificuldade em lidar com o diferente.

Somos espaçosos com nossas idéias, temos dificuldade de entender que o nosso limite termina aonde começa o limite do outro.

Na primitividade acreditamos que a nossa visão é melhor do que a dos outros.

É nossa personalidade que nos faz ser o que somos e que nos leva a ter idéias fixas, cristalizadas e em geral, inconscientes de nossa essência.

E quando nos damos conta que todo isso não serviu para nada além de muito aprendizado, entendemos o que na verdade somos, apenas seres que ainda estão aprendendo a viver.

E nessa escola da vida alguns são bem atentos e tentam aprender e se esforçam para melhorar como pessoas, já outros passam o tempo criando confusão e sendo indiferentes a tudo que é ensinado, e alguns nem levam o caderno para anotar o que é importante, estão apenas de passagem.

E nesse modelo de escola, não existe certo nem errado, apenas escolhas e consequências pelas mesmas, fazendo parte do aprendizado saber usar de forma sábia o livre arbítrio.

 

Marilena Borges, Especialista em Psicologia Clínica e Consultora Organizacional, Diretora do ESEDES Espaço Elaborado para o Desenvolvimento da Essência do Ser. www.esedes.com.br, e-mail: esedes@uol.com.br

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Eneagrama: Centro Emocional e a Nossa Habilidade de Sentir http://esedes.com.br/eneagrama-centro-emocional-e-a-nossa-habilidade-de-sentir/ http://esedes.com.br/eneagrama-centro-emocional-e-a-nossa-habilidade-de-sentir/#respond Thu, 23 Jun 2022 10:00:19 +0000 http://esedes.com.br/?p=2867 Ao pensarmos na palavra entusiasmo, poderíamos falar muitas frases motivacionais como, por exemplo, entusiasmar-se é ter determinação em fazer dar certo aquilo que queremos ou planejamos.

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O Eneagrama é um mapa psicológico que nos ajuda a compreender as diferentes formas como as pessoas se relacionam com o mundo. Ele foi desenvolvido a partir de um modelo de três tipos de personalidade, que são divididos em nove sub-tipos. Cada um destes sub-tipos representa uma forma específica de ver e interpretar o mundo.

O Eneagrama nos mostra que todos nós temos uma maneira particular de lidar com as nossas emoções. Algumas pessoas são mais abertas e expressivas, enquanto outras tendem a ser mais reservadas e introspectivas. No entanto, todos nós temos a capacidade de sentir as nossas emoções de forma intensa e profunda.

O Eneagrama também nos ensina que cada um dos nove tipos possui uma conexão com o “centro emocional”. Este é o lugar onde guardamos as nossas emoções mais profundas e os sentimentos que são mais importantes para nós. É através do nosso centro emocional que somos capazes de sentir as coisas de forma mais intensa e profunda.

Neste artigo, vamos explorar o conceito do centro emocional e como ele se relaciona com a nossa habilidade de sentir e a nossa personalidade. 

Centro Emocional

Este centro tem basicamente como fonte principal a conexão com o coração. Ele permite que cada um de nós possa acessar o sentimento mais verdadeiro inerente ao ser. Como se pudéssemos, simplesmente, ser esse amor, ser a própria expressão do amor, sem ter vergonha daquilo que se sente. Mas, como se tem medo de abrir e mostrar o amor que vem do coração, passa-se a analisar e julgar o sentimento que se tem pelos outros. O que se sente verdadeiramente fica, então, muitas vezes escondido e protegido por muitas camadas de defesa.

Ao se deixar de ser verdadeiro com o coração, passam-se mensagens dúbias sobre os sentimentos para as pessoas, que, por sua vez, recebem o que é transmitido e têm uma interpretação e reação diferentes das que se espera. Ou seja, uma confusão.

Não se fala o que se sente, e não se recebe o que se espera. Isso se torna um círculo vicioso de forma a alimentarmos a ideia de que nunca teremos o amor que queremos.

A sabedoria do coração envolve a verdadeira conexão e expressão do que se sente e, mais ainda, a comunicação adequada desse sentimento.

Os tipos do Centro Emocional do Eneagrama

Os tipos 2, 3 e 4, representantes desse centro, ao perderem a conexão com o coração e, portanto, ao passarem a buscar seu valor fora, no ambiente externo, passam a se preocupar em demasia com a autoimagem. Pois, ao distorcerem e perderem a sensibilidade de sentirem quem são e, por assim, se valorizarem, passam a ter vergonha do que são e buscam o tempo todo serem reconhecidos e aprovados pelo que mostram ao mundo. Passam a se identificar com uma falsa identidade que usam para traduzi-los.

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Sindrome de Peter Pan http://esedes.com.br/sindrome-de-peter-pan/ http://esedes.com.br/sindrome-de-peter-pan/#respond Tue, 21 Jun 2022 21:38:31 +0000 http://esedes.com.br/?p=2883 Ao pensarmos na palavra entusiasmo, poderíamos falar muitas frases motivacionais como, por exemplo, entusiasmar-se é ter determinação em fazer dar certo aquilo que queremos ou planejamos.

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Não é uma doença, não chega a ameaçar a vida, contudo, é mais que um incômodo.  Trata-se de um fenômeno psicológico, não é classificado em nenhuma categoria de transtornos emocionais, mas sua existência é bem conhecida e na mesma proporção, difícil de explicar.

A síndrome de Peter Pan, passou a ser mais conhecida ou ficou mais evidente, nas últimas décadas, provavelmente evidenciada pelas pressões da vida moderna.

É um sintoma masculino, pois o Peter Pan é um Homem-menino.  É um homem pela idade, um menino pela ações. Para ele, viver, ter responsabilidades, lutar pela vida, é perda de tempo. Tenta disfarçar suas tristezas e angustias, com prazer, atividades lúdicas, histórias, piadas, viagens principalmente para a terra do nunca.

É um eterno imaturo. Em geral, não percebe isso, portanto, nem reconhece que precisa de ajuda. Geralmente, as pessoas que o amam, pais, irmãos, parceiros, em algum momento se cansam, pois afinal o homem-menino nunca cresce.

Existem alguns sintomas básicos que o identificam, e essa anomalia social vai se construindo durante o desenvolvimento da criança e começa na adolescência.

No inicio da adolescência até o começo da idade jovem adulto, percebe-se comportamentos como: irresponsabilidade, não se preocupam em ir bem na escola para construírem um bom futuro  no que se refere a ter uma carreira, uma profissão e portanto, um futuro psicosocial.

Ainda, nesta fase, manifesta-se muita ansiedade com relação a fazer coisas prazerosas, uma viagem com a turma de escola vira um grande evento ansiógeno. Isso se alterna a períodos de solidão e conflitos relativos a sexualidade. A ansiedade faz com que busquem desesperadamente uma namorada, porém como são imaturos e apresentam comportamentos inadequados, acabam por afastar as moças. O que aumenta ainda mais suas aflições, que são mascaradas por comportamentos machistas e até cruéis com o feminino, com o intuito de esconder seu verdadeiro medo da rejeição.

Tem muitos problemas com os pais, com a mãe tem uma ambivalência de sentimentos, ora tem muita tensão e humor agressivo,ora o comportamento muda em função da dependência tanto afetiva quanto financeira.

Parte desses conflitos existentes na síndrome de Peter Pan tem a ver com a relação distante e indiferente com o pai, partindo tanto de um quanto do outro, como se o pai jamais pudesse amá-lo e aprová-lo.

Quando jovem adulto, são narcísicos. Lutam só pelo que interessa a eles. Tem pouca tolerância a frustração. E um excesso de insatisfação com a vida.

Mais tarde, quando realmente são obrigados a serem adultos, manifestam desinteresse por situações padronizadas, porém, que são normais da vida. E ao se casarem, terem filhos, um emprego estável,  reclamam e angustiam-se sentindo a vida entediante e monótona.

Quando chegam na metade da vida, podem ter depressão, ou muita ansiedade em função da insatisfação ou rebelam-se e buscam recuperar o sentido tentando voltar a juventude. 

Existem outros comportamentos que sugerem a síndrome de Peter Pan, como reagir de forma desproporcional as situações, esquecer dos outros, raramente pede desculpas, só toma iniciativa em ocasiões que sejam do interesse dele, etc.

Enfim, ao reconhecer um rapaz, ou melhor, um menino-homem com esses comportamentos, dê a sugestão de que ele precisa de ajuda.

Marilena Borges, Especialista em Psicologia Clínica e Consultora Organizacional
Diretora do ESEDES Espaço Elaborado para o Desenvolvimento da Essência do Ser
e-mail: esedes@uol.com.br
Tel.:  (11) 98308-0607

 

 

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